Entre o Sino e a Espada
Prefeitura de Trindade

Entre o Sino e a Espada

Em Trindade, a cidade da fé e do turismo religioso, o famoso Sino do Pai Eterno — avaliado em R$ 17 milhões — ainda nem chegou, está a caminho da Polônia para o Brasil, mas já divide opiniões e escancara contrastes. Para os aliados do prefeito Marden Júnior, o sino vai tocar alto, trazendo bênçãos, aplausos… e anunciando mais promessas. Promessas que, como tantas outras, podem ficar apenas no discurso.

Para quem critica ou aponta os problemas da cidade, o que se ouve é a espada — a dos puxa-sacos que atacam com fúria em grupos de WhatsApp e redes sociais.

E a realidade que tentam esconder, todo trindadense já conhece.

Buracos se multiplicam pelas ruas. A iluminação pública, que deveria representar um avanço com as novas lâmpadas de LED, já apresenta falhas — lâmpadas queimadas, mesmo com a instalação recente financiada por empréstimo milionário. O resultado? Ruas escuras e sensação de abandono.

O Parque Hugo Reis chegou a ser entregue, sim — mas durou pouco. Em poucos dias, uma erosão já tomava conta do local. Há mais de três meses, a população não pode utilizar o espaço. Está abandonado, sem manutenção, sem explicações, sem ação.

A saúde, que deveria ser prioridade, vive um colapso silencioso. Falta medicamento nas unidades básicas. Consultas e exames são negados ou empurrados para meses à frente. A população sofre, implora por atendimento e encontra apenas portas fechadas ou desculpas prontas.

Promessas seguem sem cumprir: o asfalto em diversos setores, a maternidade municipal, o tomógrafo para a UPA… tudo segue no papel. E quem cobra ou questiona é alvo de ataque — inclusive jornalistas como este que vos escreve, que apenas mostra o que está diante dos olhos de todos: Léo Machado Verdade.

Enquanto tentam calar quem mostra a verdade, a cidade clama por respeito. Não se governa com curtidas, elogios forçados ou propaganda bem paga. Governa-se com resultado, transparência e compromisso com o povo.

O sino vai tocar. Mas que ele não sirva para encobrir o silêncio de uma gestão que se cala diante da dor e da cobrança popular.

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