A demissão de Dorival Júnior do comando da Seleção Brasileira já é dada como certa nos bastidores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Após resultados decepcionantes, especialmente a derrota acachapante por 4 a 1 para a Argentina nas Eliminatórias da Copa de 2026, a entidade decidiu encerrar o ciclo que mal havia começado.
Fontes ligadas à CBF revelam que a decisão foi tomada após uma série de reuniões internas, e a busca por um novo nome já está em curso. Mais do que uma troca de comando, o momento pede uma profunda reflexão: qual é o projeto da CBF para a Seleção? Qual estilo de jogo queremos? E, principalmente, a quem entregar o comando de um dos maiores símbolos nacionais?
Cenário de incerteza e nomes em alta
Dentre os nomes especulados, dois ganham destaque:
Jorge Jesus, atual técnico do Al-Hilal, é bem quisto na entidade e conta com a simpatia de parte da torcida brasileira, principalmente pelos resultados expressivos à frente do Flamengo em 2019. O português estaria disposto a assumir o comando antes mesmo do Mundial de Clubes, o que agrada a CBF.
Filipe Luís, recém-iniciado na carreira de técnico e já campeão da Copa do Brasil pelo Flamengo, surge como uma aposta ousada. Jovem, estudioso e com boa leitura tática, o ex-lateral tem apoio interno, inclusive de jogadores como Gabigol, que declarou: “Filipe será o próximo treinador da Seleção Brasileira”.
E Carlo Ancelotti?
O italiano, tido como “plano A” da CBF nos últimos meses, parece fora do radar por ora. Ainda vinculado ao Real Madrid, Ancelotti não teria condições de assumir antes do meio do ano. Será que vale a pena esperar? Ou o momento exige ação imediata?
E por que não pensar fora da caixa?
O debate precisa ir além dos nomes já conhecidos. Que tal considerar técnicos com profundo conhecimento do futebol brasileiro e histórico vencedor, como:
Fernando Diniz, com sua proposta de posse e dinamismo?
Cuca, com bagagem e leitura de jogo?
Renato Gaúcho, que apesar de polêmico, conhece o vestiário brasileiro como poucos?
Ou ainda um nome estrangeiro inovador, como Marcelo Gallardo?
Hora de rever o projeto da Seleção
Mais do que trocar o técnico, o momento exige que a CBF olhe para dentro e se questione: estamos formando talentos? A estrutura da base é pensada para a Seleção principal? Ou continuamos apostando em salvadores da pátria, à espera de outro “Tite”, outro “Felipão”?
A voz do povo e o futuro do futebol brasileiro
O torcedor brasileiro está cansado de promessas. Quer resultados, sim, mas também quer identidade, coerência, paixão. A Seleção precisa resgatar a confiança do povo e, para isso, a escolha do novo técnico será simbólica. Uma chance de reconstrução ou mais um capítulo de improvisação?
A decisão está nas mãos da CBF — mas a cobrança vem das arquibancadas, dos bares, das redes sociais e da imprensa livre.
E você, leitor do Leo Machado Verdade: quem deveria ser o novo técnico da Seleção? Jorge Jesus, Filipe Luís, Ancelotti, ou outro nome?
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Por Leo Machado Verdade